Felipe, o homem das casinhas azuis para cães abandonados

0
236
O eletricista Felipe já construiu mais de 300 casinhas para cães abandonados na região de Porto Alegre (RS). Foto - arquivo pessoal
O eletricista Felipe já construiu mais de 300 casinhas para cães abandonados na região de Porto Alegre (RS). Foto - arquivo pessoal

O eletricista Felipe Hilário Meireles passou os últimos 12 meses de sua vida se dedicando a uma atividade que nada tem a ver com sua profissão. Desde setembro do ano passado, ele já construiu mais de 300 casinhas para cachorros abandonados nas ruas da região metropolitana de Porto Alegre (RS). O projeto, que recebeu o nome de Casinhas Azuis, hoje conta com o apoio de outros voluntários e só cresce.

Felipe conta que fez a primeira casinha por acaso. Uma professora de uma escola estadual precisou de um abrigo para um cão que ficava ao relento nas imediações do prédio. Ela perguntou, então, para o pai de um aluno se ele poderia ajudar; esse pais, por sua vez, perguntou ao amigo eletricista se ele poderia ajudar.

“Fiz a casinha e até pintei. A professora, então, tirou fotos e colocou no Facebook. Os protetores de animais, então, começaram a me procurar. Passei a pegar materiais reciclados e fazer outras para doações”, conta Felipe, que é morador de Cachoeirinha, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, com cerca de 129 mil habitantes.

O nome do projeto, Casinhas Azuis, também nasceu por acaso, como relata Felipe. Segundo o eletricista, quando começou a fazer as casas, ganhou seis galões de tinta azul. “Elas são dessa cor porque foram as primeiras tintas que usei e achei que seria um bom nome para o projeto”, explica o eletricista, que hoje é conhecido na Grande Porto Alegre como “O Homem das Casinhas Azuis”.

Relacionadas

Padre leva cachorro de rua para igreja e estimula adoção

Abrigo para animais abandonados, novo gol de placa de Marta

“Casinha” promete proteger cães dos fogos de artifício

Casinhas comunitárias

Embora não sejam vistas em cidades do Sudeste, em Porto Alegre são comuns as casinhas comunitárias para cães, que dão abrigo aos animais abandonados. O assunto hoje é polêmico e há quem defenda a retirada dessas casas das ruas da capital do Rio Grande do Sul. Felipe acredita que suas casinhas estão ajudando não somente os animais, mas os próprios moradores a ver com outros olhos os cachorros abandonados.

“Quando tu passa numa rua e vê uma casinha de um cão comunitário, tu vê ali algo estragado; isso até causa revolta em quem mora próximo. Então, nosso projeto criou essa estrutura bonitinha para que os moradores peguem carinho pelos animais e isso tem acontecido”, afirma Felipe. “As pessoas maltratavam o animal, mas depois que trocamos a casinha, elas estavam cuidando, levando ração, limpando ao redor”, acrescenta.

O projeto que nasceu de um gesto simples de solidariedade, hoje tem a parceria de 350 protetores de animais na cidade de Cachoeirinha. E a proposta que nasceu pequenininha é hoje ambiciosa. A meta, como conta Felipe, é poder levar as casinhas azuis para todo o Brasil.

Objetivo é adoção

Gatinhos também podem morar na casinha azul

Segundo Felipe, protetores de animais de Pernambuco, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais já entraram em contato querendo replicar o projeto.

Mas o eletricista faz questão de ressaltar também que a ideia do seu projeto é oferecer um teto temporário para os animais em situação de abandono.

O grande objetivo é que todos consigam um novo lar. E para quem quer adotar, o eletricista promete um presente: “Quem adotar esses animaizinhos já ganha a casinha”.

Com informações do Portal da RedeTV


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira o seu comentário!
Por favor insira seu nome