Padre leva cachorro de rua para igreja e estimula adoção

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Padre João explica o motivo pelo qual deixa os cães circularem livremente na sua igreja:
Padre João explica o motivo pelo qual deixa os cães circularem livremente na sua igreja: "Se eu que sou o maior pecador posso entrar, imagine esses anjinhos de quatro patas". Fotos - Faciebook Padre João

O padre João Paulo, chefe da Paróquia de Santana, em Gravatá, município pernambucano com 228 mil habitantes, encontrou um jeito criativo para estimular a adoção de cães abandonados.

Apaixonado pelos pets, o padre recolhe todo cachorro que encontra pelas ruas da cidade e leva para as missas que ministra. Durante a celebração, eles passeiam livremente pela igreja, até mesmo no altar, interagem com os fiéis e muitos conseguem sair de lá com um novo dono e um novo lar.

O pároco também reserva um espaço da missa para pedir que a comunidade se engaje na luta pela proteção dos animais abandonados e checar com os presentes se alguém tem interesse em dar uma nova casa para algum deles. Se não consegue, Padre João aloja os cachorros em sua casa e cuida até que eles encontrem um novo dono.

Para dar mais visibilidade à causa, o padre também usa as redes sociais. Ele tem uma conta no Facebook em que trata dos assuntos da paróquia, mas boa parte do espaço é reservada para o trabalho em defesa dos animais abandonados.

Como neste post abaixo:

“Ninguém toca nos meus protegidos”

Ou nessa outra publicação abaixo, em que deixa evidente seu amor e respeito pelos cães, explica a razão pela qual deixa que eles dividam com os fiéis o espaço da igreja e faz uma advertência: “Ninguém toca nos meus protegidos”.

Um dos cães que o padre João encontrou na rua acompanha uma de suas celebrações. Foto - Facebook Padre João
Um dos cães que o padre João encontrou na rua acompanha uma de suas celebrações. Foto – Facebook Padre João

Na foto acima, padre João colocou a seguinte legenda:

“Até o pássaro encontra um abrigo, e a andorinha faz um ninho para pôr seus filhos. Ah, vossos altares, Senhor dos exércitos, meu rei e meu Deus!” (Salmo 84, 4). Enquanto padre eu for desta Igreja, eles sempre poderão entrar, dormir, comer, beber sua água e encontrarão abrigo e proteção, pois essa casa é de Deus e eles são de Deus. Se eu que sou o maior pecador posso entrar, imagine esses anjinhos de quatro patas. Ninguém toca nos meus protegidos.”

O padre não sabe ao certo quantos animais foram adotados desde que ele começou a mostrá-los aos fiéis nas suas missas. Mas sabe que dezenas deixaram a condição de abandonados e encontraram amor e carinho em um novo lar.

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