Exame detecta Alzheimer com 20 anos de antecedência

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Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, conseguiram desenvolver um exame de sangue que pode diagnosticar o Mal de Alzheimer com até 20 anos de antecedência. Nos testes, que foram feitos também nos Estados Unidos e na Colômbia, o índice de acerto foi de 98%.

De acordo com a comunidade médica, identificar com antecedência o Alzheimer é extremamente importante, uma vez que o tratamento, na fase inicial, pode aliviar os sintomas da doença e até mesmo retardar o seu avanço, uma vez que ainda não há cura para o mal.

O estudo foi feito com 1.402 pacientes divididos em três grupos e concluiu que é possível usar este teste de sangue para analisar o biomarcador – a proteína fosfo-tau2017, considerada a maior culpada pelo Alzheimer – como forma eficiente de detectar a doença.

De acordo com os cientistas, os níveis dessa proteína são muito elevados durante os estágios iniciais da doença, sete vezes mais do que normal, o que permite que ela seja identificada no exame de sangue. A proteína tau2017 se acumula no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas. E esse acúmulo prevê com precisão a formação das placas prejudiciais que desencadeiam a morte das células cerebrais.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer e publicados na revista “JAMA” .

Barato e eficiente

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Segundo o cientista Oskar Hansson, coordenador da pesquisa, muitas pessoas com Alzheimer não são diagnosticadas corretamente e, por isso, não recebem o tratamento adequado.

O novo teste pode substituir exames e testes caros no líquido espinhal, que hoje são as únicas maneiras de detectar a proteína antes que os problemas de memória comecem. Dados de entidades médicas apontam que 35 milhões de pessoas sofrem de Alzheimer no mundo;

Em entrevista ao jornal “The New York Times”, o pesquisador da Universidade da Califórnia, Michael Weiner, disse que o exame de sangue conseguiu mostrar “com muita precisão quem tem a doença no cérebro, incluindo pessoas que parecem não ter Alzheimer”.

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Embora não tenha participado da pesquisa, ele observa: “Não é uma cura, não é um tratamento, mas você não pode tratar a doença sem poder diagnosticá-la. E o diagnóstico preciso e de baixo custo é realmente emocionante, por isso é um avanço.”

No Brasil, de acordo com dado de 2017 do Ministério da Saúde, estima-se que 1,1 milhão de pessoas tenham Alzheimer. O estudo ainda não foi completamente concluído, mas os pesquisadores acreditam que os testes para detectar a doença possam estar disponíveis em até três anos.

Com informações do NYT e JN

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