Em tempos de intolerância, vamos celebrar o beijo

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Não é de hoje que os beijos têm dado o que falar. Não é coisa pouca. É tão bom, mas tão bom, que até empresta o nome pra flor e no diminutivo vira um doce delicioso. Você também ama beijinho de coco ? Eu “amodoro”. Hummm!

Beijo também é refrão pra música famosa: ” (…) que beijinho doce foi ele quem trouxe de longe pra mim (…)”. Todo mundo já cantou essa moda de viola em noites enluaradas, né mesmo?

Tem beijoca, beijo molhado, beijo melado, beijo de língua, beijo de esquimó …Ah, tem uma infinidade de beijos. Tem até beijo polêmico.

E ainda tem o beijo icônico que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial. Naquela foto histórica que todo mundo já viu a Greta Friedman é surpreendida por George Mendonsa. O marinheiro, em plena Times Square, Nova Iorque, tasca um beijaço de tirar o fôlego na enfermeira. O registro de Alfred Eisenstaedt foi capa da revista Life e correu o mundo.

Outra famosa foto de beijo foi feita em 1950, em Paris, por Robert Doisneau também para a Life. A imagem, conhecida como “O Beijo no Hotel de Ville”, é uma das fotografias mais comercializadas de todos os tempos. Por causa dela já tive que bater muita perna por Paris. Uma colega encomendou e ai você já viu, né? Apesar de estar em agenda de trabalho, até que procurar e comprar não foi difícil. O problema foi trazer a foto na mala e entregar a encomenda sem amassar e depois ter que ouvir que não era exatamente aquilo o que ela queria.

“O beijo da vida”, foto feita em 1967 por Roco Morabito

Mas, voltando aos beijos, há um que está na minha lista dos “tops”. É o “beijo da vida”. A cena foi eternizada em uma foto de 1967 feita por Rocco Morabito. A imagem, super premiada, fez história e ganhou espaço em publicações mundo afora.

O “beijo da vida” resume a história dos eletricistas Champion Randall e J. D. Thompson. Em um dia qualquer, daqueles que tinha tudo pra ser rotineiro, os dois colegas subiram ao topo de um poste para fazer a manutenção dos cabos. Foi quando Champion, ao encostar em um dos fios de alta tensão, recebeu uma descarga de mais de 4.000 volts. Instantaneamente seu coração parou de bater. Só pra comparar, uma cadeira elétrica usa cerca de 2.000 volts.

O cinto de segurança evitou a queda. Thompson, que estava abaixo de Champion, rapidamente o alcançou, passou a fazer respiração boca a boca no amigo, até que sentiu um leve pulso. Em seguida, desceu com Champion sobre os ombros e, no chão, outras pessoas se juntaram ao eletricista, continuando a manobra de reanimação até a chegada dos paramédicos.

Champion morreu em 2002, aos 64 anos, de insuficiência cardíaca. Thompson ainda hoje está vivo.

Mas, pra que é mesmo mesmo essa prosa toda? Uai, porque beijar é muito bom e ser beijada melhor ainda, nem que seja só pra sair bem na foto. E olha que eu ainda nem falei sobre fazer o bem sem olhar a quem.

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