BH ganha serviço de coleta domiciliar de lixo eletrônico

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Veículo que coleta lixo eletrônico

O Brasil tem um indicador que não provoca muito orgulho. Segundo estudo da Global e-Waste Monitor, realizado pela ONU, o país é o líder na América Latina na produção de lixo eletrônico. Apenas 3% do que é gerado anualmente (1,5 tonelada) desse tipo de lixo é descartado ou reciclado de forma adequada.

Um dos principais problemas no descarte adequado é a coleta. Existem poucos postos e isso dificulta o acesso. Em Belo Horizonte, a prefeitura firmou convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e conta agora com um veículo próprio para fazer a coleta domiciliar do lixo eletrônico.

A Prodabel (Empresa de Informática do Município de Belo Horizonte) é a responsável por administrar esse serviço.

Antes, as doações eram feitas apenas na unidade do bairro Ipiranga da Prodabel, o que dificultava o descarte correto. Agora, o serviço de coleta agendada já está funcionando.

Quem tiver computar para ser descartado deve entrar em contato com a Prodabel, pelo telefone 3277-6033 ou pelo e-mail crc.bhdigital@pbh.gov.br para fazer um agendamento. Será feita uma triagem para selecionar os equipamentos que realmente podem ser recuperados.

A empresa estima que o número de doações e de computadores tripliquem em relação a 2017. Além disso, os equipamentos recondicionados devem duplicar na comparação com o ano passado, quando foram distribuídos 525 computadores.

Para chegar a esses números, foram contratados novos monitores, o que está previsto no acordo com o ministério. Além disso, o curso de Recondicionamento de Computadores, oferecido gratuitamente pela Prodabel, será ampliado.

Em média, a cada três computadores doados é possível fazer um novo. Depois de prontos, eles são instalados nos mais de 300 telecentros (espaços públicos e gratuitos de inclusão digital) ou doados para instituições cadastradas.

Cuidados com o lixo eletrônico

O descarte de equipamentos eletrônicos exige cuidados. Um dos principais problemas é que os materiais contêm substâncias químicas, como chumbo, mercúrio, entre outras, que contaminam o solo e a água. Além disso, os equipamentos carregam diversos componentes de plástico, vidro e metais, que são de difícil decomposição.

Os materiais doados que não são aproveitados nas oficinas da Prodabel vão para um leilão. Somente empresas credenciadas e que comprovadamente possuem preocupação com a sustentabilidade e o descarte podem participar.

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