Nova invenção detecta hepatite C em até dez minutos

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Dispositivo criado por pesquisador da USP de São Carlos detecta hepatite C em dez minutos. fotos - Divulgação
Dispositivo criado por pesquisador da USP de São Carlos detecta hepatite C em dez minutos. fotos - Divulgação

Um pesquisador da USP de São Carlos conseguiu criar um dispositivo eletrônico para diagnosticar, de forma mais rápida, precisa e barata, a hepatite C, uma infecção viral que afeta o fígado e que atinge 1,5 milhão de brasileiros. Os exames convencionais para identificar a doença não são totalmente precisos, custam caro e levam dias para serem concluídos. Com o novo método, o diagnóstico será conhecido em, no máximo, dez minutos.

O dispositivo eletrônico foi criado pelo pesquisador João Paulo de Campos da Costa, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. De acordo com especialistas, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da hepatite e impedir que a pessoa contagiada transmita a doença para outras.

Segundo o pesquisador, o equipamento tem mil vezes mais sensibilidade para detectar a hepatite C, se comparado aos modelos de exames convencionais. “Alguns exames levam até uma semana para ficarem prontos na rede pública e aqueles que utilizam sistemas eletroquímicos para diagnóstico são muito caros, podendo chegar a mais de R$ 20 mil”, afirma Campos da Costa. O dispositivo que ele inventou custou aproximadamente R$ 430,00.

Pesquisador João Paulo de Campos da Costa gastou R$ 430 na criação do dispositivo
Pesquisador João Paulo de Campos da Costa, da USP de São Carlos, gastou R$ 430 na criação do dispositivo

Resultado compartilhado 

Os resultados obtidos pelo aparelho são transmitidos por rede sem fio diretamente para um aplicativo de celular que poderá ser utilizado por profissionais da saúde. Intuitivo e de funcionamento simples, o app ainda é capaz de armazenar o exame do paciente em um cartão de memória e enviá-lo, via e-mail ou redes sociais, como WhatsApp e Facebook, ao médico responsável, que vai analisar os resultados e definir o melhor tratamento para o paciente.

Composto por um microcontrolador, amplificadores de sinal, bateria e sistema de recepção e envio de dados sem fio, o dispositivo pode ser facilmente replicado pela indústria. “Criar um aparelho de baixo custo e que pudesse ser produzido em larga escala era um dos meus objetivos desde o início do trabalho”, revela Campos da Costa.

Outra vantagem do aparelho eletrônico é sua portabilidade. Isso porque é possível levar o exame até pessoas com dificuldades de locomoção ou acamadas, que não conseguem se deslocar ao hospital mais próximo, ou mesmo a populações residentes em áreas de difícil acesso. A tecnologia utilizada no dispositivo é brasileira e, segundo o especialista, não há empresas nacionais que produzam esse tipo de solução.

No início deste mês, o Ministério da Saúde lançou um plano para erradicar a hepatite C no Brasil até 2030 e a meta é tratar, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), todos os pacientes diagnosticados. O ministério também se comprometeu a apresentar novas iniciativas para testar o máximo de pessoas de forma simplificada, como é o caso do dispositivo desenvolvido em São Carlos.

Com informações do jornal da USP

 

 

 

 

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