Internações por Covid-19 caem em 14 estados brasileiros

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Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acompanha os casos de doenças respiratórias no país, indicam que em 14 estados brasileiros há uma tendência de queda no número de internações hospitalares por conta da Covid-19. Essa queda, de acordo com a Fiocruz, é resultado das medidas de distanciamento social.

Os estados com tendência ou sinais de queda nas internações são Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Em outros cinco estados, há uma estabilização nas internações: Acre, Alagoas, Bahia, Maranhão e Roraima.

Embora se trate de um bom indicador, a pandemia no Brasil ainda está muito longe de ser controlada. O país é o segundo do mundo em número de mortes pela Covid-19, já próximo dos 50 mil óbitos, só atrás dos Estados Unidos, onde o número de mortos é superior a 100 mil.

Mas a redução no número de internações não significa que a população desses estados deve relaxar e abandonar as recomendações feitas pela Organização Mundial de Saude (OMS) para tentar controlar o novo coronavírus: distanciamento social (fique em casa, quem puder), evitar aglomerações, usar máscara e lavar constantemente as mãos. Até mesmo porque, caso essas recomendações não sejam seguidas, mesmo nesses estados o quadro pode voltar a se agravar.

A doença só será efetivamente controlada, segundo a OMS, quando for descoberta uma vacina. Há boas chances de que seja desenvolvido um imunizante seguro e eficaz contra a Covid-19 ainda este ano, mas os especialistas alertam que a criação de uma vacina é extremamente complexa.

Há hoje mais de 200 pesquisas em todo o mundo para tentar encontrar uma vacina contra a Covid-19 e algumas delas já entraram na fase 3, que é a de testagem em grande escala em seres humanos. Duas delas, uma chinesa e uma outra do Reino Unido, em desenvolvimento pela Universidade de Oxford, serão testadas em voluntários brasileiros a partir de julho.

Há também centenas de estudos para tentar encontrar um medicamento que seja eficaz no tratamento da doença. Muito recentemente, descobriu-se que a dexametasona, um remédio disponível no mundo todo e de baixo custo, tem bons resultados em pacientes mais graves com Covid. Outro que vem sendo recomendado é o antiviral remdesevir, que tem ajudado a reduzir o tempo de internação de pacientes.

Portanto, até que exista um remédio comprovadamente eficaz contra a doença, ou uma vacina, é fundamental seguir as orientações das autoridades de saúde, que são basicamente: fique em casa (quem puder), use máscara, lave as mãos.

Com Fiocruz e BBC Brasil

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