Belém será capital do Brasil a partir de segunda

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Mercado do Ver-O-Peso, em Belém, um dos pontos mais tradicionais da capital paraense. Foto: Augusto Miranda/Agência Pará
Mercado do Ver-O-Peso, em Belém, um dos pontos mais tradicionais da capital paraense. Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

Belém assumirá o título de capital do Brasil entre os dias 11 e 21 de novembro de 2025, quando sediará a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP30). A mudança, de caráter simbólico e político, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

Durante o evento, todos os atos oficiais do presidente, ministros e autoridades federais serão registrados como oriundos da capital paraense, reforçando o papel da Amazônia como centro estratégico da agenda ambiental global.

Decisão histórica valoriza a Amazônia e o povo paraense

De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a transferência temporária “busca prestigiar o calor humano e o carinho que o povo de Belém está dando na realização da COP”. A medida, prevista no artigo 48 da Constituição Federal, autoriza a mudança simbólica da sede do governo federal em ocasiões especiais de interesse nacional.

Durante os dez dias da COP30, os três Poderes da República — Executivo, Legislativo e Judiciário — poderão se instalar em Belém para conduzir atividades oficiais. Isso significa que reuniões, despachos e eventos institucionais poderão ocorrer na capital paraense, colocando a Amazônia no centro do poder político e climático do país.

A proposta foi apresentada pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) e aprovada sem resistências no Congresso Nacional, refletindo o consenso em torno da importância da conferência e da visibilidade internacional que o evento trará ao Brasil.

Belém e a COP30: símbolo global da transição verde

A COP30 marca uma nova fase da diplomacia ambiental brasileira, com o país assumindo protagonismo nas discussões sobre energias renováveis, agricultura de baixo carbono e combate ao desmatamento.
Para o governo, a conferência será uma oportunidade de mostrar compromissos concretos com o desenvolvimento sustentável, além de fortalecer a imagem do Brasil como líder nas negociações climáticas internacionais.

A transferência simbólica da capital é também uma mensagem política ao mundo: a de que a Amazônia está no coração do Brasil e no centro das soluções globais para enfrentar a crise climática.

A última vez que o país fez movimento semelhante foi em 1992, quando a capital federal foi transferida para o Rio de Janeiro durante a realização da Eco-92. A conferência marcou um divisor de águas nas políticas ambientais e na criação da Agenda 21, base para as ações de sustentabilidade nas décadas seguintes.

Agora, mais de trinta anos depois, o Brasil volta a ser palco de uma conferência histórica.
Belém se prepara para receber mais de 50 mil participantes entre chefes de Estado, cientistas, ambientalistas e jornalistas de todo o mundo.

Com isso, a cidade — e toda a Amazônia — tornam-se símbolo de esperança e compromisso climático, mostrando que o futuro do planeta passa, inevitavelmente, pelas florestas, pelos rios e pelas comunidades que protegem esse bioma único.

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