Não à covid: Uma das maiores realizações da humanidade

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Imagem de Gerd Altmann - Pixabay
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Estudos realizados por cientistas da Inglaterra e dos Estados Unidos, publicados na respeitada revista Nature, mostram que as medidas de isolamento social impostas pela pandemia do coronavírus, bem como as restrições a atividades comerciais, impediram milhões de mortes por conta da doença. Na definição de um dos cientistas, a adesão da grande maioria das pessoas, de várias partes do mundo, às políticas restritivas contribuíram para “uma das maiores realizações coletivas da humanidade”.

Pesquisadores do Imperial College de Londres e da Universidade da Califórnia-Berkeley estudaram o impacto das medidas restritivas por conta do novo coronavírus em 17 países. O estudo do Imperial mostrou que em 11 países da Europa foram evitadas mais de 3 milhões de mortes graças ao isolamento social, fechamento de escolas, parques e comércio.

estudo de Berkeley – que examinou as taxas de infecção e medidas de bloqueio na China, Coréia do Sul, Itália, Irã, França e EUA – descobriu que as intervenções locais e nacionais impediram mais de 530 milhões de casos de Covid-19.

“Os últimos meses foram extraordinariamente difíceis, mas através de nossos sacrifícios individuais, pessoas de todos os lugares contribuíram para uma das maiores realizações coletivas da humanidade”, afirma o cientista Solomon Hsiang, diretor do Laboratório de Políticas Globais de Berkeley, um dos principais autores do estudo da Universidade da Califórnia.

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“Mudamos o curso da história”

“Eu não acho que nenhum esforço humano tenha salvado tantas vidas em um período tão curto de tempo. Houve enormes custos pessoais para ficar em casa e cancelar eventos, mas os dados mostram que a cada dia fazia uma diferença profunda. Usando a ciência e cooperando, mudamos o curso da história”, afirma Hsiang.

No caso do estudo feito pelo Imperial College, além de evitar mais de 3 milhões de mortes, ficou também comprovado que as medidas restritivas evitou um contagio bem maior de pessoas pelo novo coronavírus. Em tudo o mundo, cerca de 7 milhões de pessoas foram contaminadas. Esse número seria bem maior sem as medidas restritivas.

“Nosso modelo sugere que as medidas adotadas nesses países em março de 2020 foram bem-sucedidas no controle da epidemia, diminuindo o número de reprodução e reduzindo significativamente o número de pessoas que teriam sido infectadas pelo vírus SARS-CoV-2″, explicou o Dr. Seth Flaxman, um dos responsáveis pela pesquisa do Imperial.

Ambos os estudos destacam, porém, a importância da adoção de medidas para continuar controlando a transmissão da doença, uma vez que o mundo só estará livre da Covid-19 quando for descoberta uma vacina.

Com GNN

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