Jantares de cinema pra degustar em casa

    3
    544
    Cenas do filme
    Cenas do filme "A Festa de Babete"

    Se quarentena é uma palavra substantiva concluo que na atual conjuntura posso ficar à vontade pra inovar e me fartar com o verbo “quarentenar”.

    Tô entendendo que quarentenar tem a ver com maratonar. Isso lembra o que mesmo? Cozinhar, of course!!

    Você deve estar aí matutando:

    – Esse ócio todo endoidou de vez a cachola dessa pobre coitada.

    Que nada! Tô doida, não. Comida e sétima arte têm tudo a ver. Há pratos que são verdadeiros personagens. Tá ai “Tomates verdes fritos” que não me deixa mentir. Durante anos salivei desejando comer essa iguaria. Ainda hoje – lembrando que esse filme é de 1991 – me pego viajando na banca de tomates do supermercado.

    – E se eu levasse um tomate mais verde? Vai que …

    Você também já desejou se empanturrar com o canoli de “O poderoso chefão”? Eu, sim. Nhã, nhã, nhã!!!

    E com a belezura da lagosta do “Noivo neurótico, noiva nervosa”? Outra fonte de desejo é o frango ao molho de chocolate, de “Chocolate. Tem também o cordeiro ao molho de limão siciliano, de “Casamento grego”. Hummm!

    Nessa lista dos melhores estimuladores da gula ganham destaque, é claro, os meus queridinhos. Fui ao céu com o boeuf bourguignon, de “Julie&Júlia”. Isso sem falar na codorna assada, da “Festa de Babete”. Nessa mesma categoria desfilam no tapete vermelho do meu coração a tortinha de maçã, de “American Pie”, o strudel, também de maçã, de “A noviça rebelde”. E o bolo de chocolate de “Matilda”?

    (Pausa para uma dica preciosa pra quando a quarentena terminar: na Savassi tem a “Doce que seja doce”. Por lá vendem um bolo bem chocolatudo igualzinho ao do filme. Não por mero acaso ganhou o mesmo nome).

    Voltando à vaca fria, ops, à quarentena, vai me dizer que você nunca sonhou com aquele feijão esquisitão preparado pelos cowboys do Velho Oeste? Por falar nisso, em “Banzé no Oeste” tem um feijão assado que não me deixa mentir. Só de pensar nele a minha boca fica que nem uma mina d’água.

    Ah, na minha listinha dos “the best” tem ainda a categoria dos estranhos. Você tá lembrado do fígado com fava do “Silêncio dos Inocentes”? E das panquecas com bacon e calda do “Feitiço do tempo”?

    A lista é infinita. Pra facilitar, sugiro uma viagem pelo livro “Jantares de cinema – Receita de seus filmes favoritos”, de Becky Thorn. Nele, o autor até discursa em agradecimento aos diretores. Que nem na festa de entrega do Oscar:

    – Gostaria de agradecer a todos os diretores que incluíram pratos em seus filmes, dando -lhes a importância de personagens. Eles me deram algo a mais pra pensar quando o enredo não era lá tão intrincado, além de me inspirar a experimentar coisas totalmente novas.

    Eu também agradeço.

    – Muito, mas muito obrigada mesmo!

    3 COMENTÁRIOS

    1. GI! O que é isso? Fiz uma viagem com sua crônica! Minha sorte, de cozinheira, é claro, é que tive o privilégio de assistir a todos os filmes que vce mencionou…. Um brinde ao bom gosto e a fome de cultura e gostosuras!

    2. Uhmm, filme e comida combinam bem! O maravilhoso Comer, Rezar e Amar, pra mim, é a representação do que tenho feito nessa quarentena, mas tudo de dentro de casa!!!

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor insira o seu comentário!
    Por favor insira seu nome