Selo BH Sem Racismo é entregue a 7 instituições da capital

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Selo BH Sem Racismo foi entregue a sete instituições da capital
Selo BH Sem Racismo foi entregue a sete instituições da capital

Sete instituições de Belo Horizonte receberam na terça-feira (12) à noite, na Praça de Iemanjá, na Pampulha, o Selo BH Sem Racismo, em reconhecimento ao trabalho que realizam na capital para promover a igualdade racial, o enfrentamento ao racismo e a intolerância religiosa.

A iniciativa é da Diretoria de Políticas para a Igualdade Racial (DPIR), órgão da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania. O selo foi instituído em novembro de 2013 e para celebrar os 120 anos de Belo Horizonte foi realizada esta edição especial.

O selo, como explica Makota Kisandembu, diretora de Políticas para a Igualdade Racial da prefeitura, tem como objetivo estimular, apoiar e reconhecer empresas, associações e entidades da sociedade civil que, nas suas práticas de gestão, promovem ações de igualdade racial, de enfrentamento do racismo e combate a discriminação.

A diretora afirma ainda que ao valorizar a diversidade étnico-racial da população, essas instituições contribuem para o desenvolvimento econômico e social da cidade. Makota lembra que no Censo do IBGE (2014), 53% da população da capital se autodeclararam pretas ou pardas.

Diretora Makota Kisandembu lembra que 53% da população de BH se autodeclara preta ou parda. Foto - arquivo pessoal
Diretora Makota Kisandembu lembra que 53% da população de BH se autodeclara preta ou parda. Foto – arquivo pessoal

“O selo é muito importante, pois, além de um reconhecimento ao trabalho feito por essas entidades, serve também como um incentivo, uma vez que boa parte da população da capital, constituída, em sua maioria, por pretos e pardos, não conhece sua atuação”, assinala Makota. “O trabalho dessas instituições é também uma marca da presença da população preta na cidade”, acrescenta.

A entrega do selo aconteceu na Pampulha para também marcar a reinauguração do Monumento a Iemanjá, que teve sua imagem restaurada, e do Portal da Memória, por iniciativa da prefeitura da capital. Ao receber o selo, as instituições selecionadas assinam um termo de compromisso no qual garantem a manutenção das ações que motivaram seu reconhecimento.

Receberam o Selo BH Sem Racismo as seguintes instituições:

 

Guarda  de Moçambique e Congo Treze de Maio

A entidade foi fundada em 1944 e em 70 anos de existência nunca parou. Todo 13 de maio é realizada a festa de Nossa Senhora do Rosário no bairro Concórdia, iniciativa que tem contribuído para a preservação da cultura do congado.

Instituto Undió

É uma organização sem fins lucrativos localizada na região central de Belo Horizonte. Há mais de trinta anos oferece oficinas de teatro, artes plásticas e música para crianças e adolescentes moradores de bairros da periferia e centro da capital. As oficinas são realizadas na sede da organização, em hospitais públicos e comunidades quilombolas. A palavra Undió é de origem Bantu e significa casa.

Grupo Iuna de Capoeira Angola

Instituição sem fins lucrativos, fundada em 1983. As atividades socioculturais voltadas para a capoeira Angola têm como objetivo fortalecer a relação da ONG com a comunidade e contribuir para o combate a qualquer tipo de preconceito e de racismo. Oferece também curso de flauta, reforço escolar, aulas de ética e política e curso de inglês.

Rede Educafro  Minas

Um projeto desenvolvido pelo Centro Franciscano de Defesa de Direitos. Trata-se de um cursinho pré-vestibular, que prepara negros, indígenas e pessoas carentes para o Enem, uma forma de facilitar o acesso ao ensino superior. Atualmente, a Rede Educafro Minas conta com 12 núcleos espalhados por Minas Gerais.

Centro Nacional de Resistência Afro Brasileira (Cenarab)

O centro foi fundado por religiosas e religiosas da tradição de matriz africana, no 1° Encontro Nacional de Entidades Negras, em 1991, na cidade de São Paulo-SP. A instituição investe na formação de lideranças como forma de combater a intolerância religiosa, o preconceito e a discriminação.

Programa Ações Afirmativas da UFMG

Sediado na Faculdade de Educação, o Programa Ações Afirmativas na UFMG existe há doze anos. Desde o ano de 2002, o Ações Afirmativas, que tem como foco os jovens negros, dá suporte a esses alunos na graduação, estimula sua entrada na pós-graduação e realiza atividades para valorizar a cultura negra.

Comissão de Promoção de Igualdade Racial da OAB

Iniciou suas atividades em 2006 e tem como finalidade apoiar, auxiliar e complementar a luta pelos Direitos Humanos, principalmente a que visa combater e eliminar todas as formas de preconceito e discriminação na sociedade, em especial a racial.

 

 

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