Casca de banana é capaz de eliminar mercúrio da água

0
902
Pixabay
Pixabay

Uma pesquisa feita por professores da Universidade de Aveiro, Portugal, descobriu que a casca de banana possui propriedades capazes de captar o mercúrio de águas contaminadas, permitindo que elas sejam consumidas pelo homem. O trabalho também mostrou que as cascas de banana, de qualquer espécie, são eficazes na remoção de outros metais tóxicos da água, como o chumbo e o cádmio.

O estudo constatou que para tratar 100 litros de água contaminada com 0,05 miligramas de mercúrio, de maneira a atingir a concentração segura para consumo humano (que é de 0,001 miligramas de mercúrio por litro), seriam necessários apenas 291 gramas de cascas.

“Elas se sobressaem especialmente no caso do mercúrio, o que as diferencia dos outros materiais biológicos. Elas são mais ricas em grupos de enxofre e o mercúrio tem elevada afinidade por esse elemento”, explica uma das pesquisadoras, a professora Elaine Fabre, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro.

Cascas de banana purificação águas contaminadas metais pesados
Equipe de pesquisadores portugueses da Universidade de Aveiro. Foto: Arquivo pessoal

“Os resultados mostram um potencial muito promissor na aplicação das cascas em sistemas reais”, contou Elaine Fabre, que revelou também como devem ser usadas as cascas de banana para a remoção do mercúrio:

  • “Através de processos de sorção – processos que envolvem a retenção de um composto de uma fase fluída na superfície de um sólido, que pode ser realizada em estações de tratamento de águas residuais, em efluentes industriais, ou mesmo em qualquer outro sistema que contenha águas contaminadas.”

De uma forma mais simples, segundo a pesquisadora, basta colocar as cascas em contato direto com a água contaminada por um determinado período de tempo. As cascas se mostraram eficazes em todos os tipos de águas contaminadas por metais pesados, sejam da torneira, do mar ou de efluentes industriais.

Participaram também da pesquisa, que foi publicada recentemente num periódico português, os professores Cláudia Lopes, Eduarda Pereira, Carlos Silva, Carlos Vale, Paula Figueira e Bruno Henriques.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira o seu comentário!
Por favor insira seu nome