Crise epiléptica é prevista com 1 hora de antecedência

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Usando inteligência artificial, pesquisadores desenvolvem um chip capaz de prever com antecedência uma crise epilética. Foto - Doug Dugas/Universidade de Louisiana
Usando inteligência artificial, pesquisadores desenvolvem um chip capaz de prever com antecedência uma crise epilética. Foto - Doug Dugas/Universidade de Louisiana

Pesquisadores da Universidade da Louisiana, em Lafayette (EUA), desenvolveram um sistema de inteligência artificial que pode prever ataques epilépticos com até uma hora de antecedência. Na prática, o sistema será capaz de avisar às pessoas que sofrem de epilepsia que uma convulsão é eminente, dando a elas a chance de tomar um medicamento para evitar a crise, avisar o médico, mesmo alguém da família ou amigos.

Os testes feitos pela universidade mostraram que o sistema tem nível de acerto de 99,6%. O professor Magdy Bayoumi, um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa, explicou que o próximo passo é encontrar uma maneira de disponibilizar essa tecnologia para as pessoas que têm epilepsia.

A ideia é desenvolver um chip de computador personalizado que pode ser colocado dentro de um smartphone ou dispositivo semelhante a um relógio de pulso e sincronizado com sensores que serão incorporados a uma espécie de cinto que o paciente usará. O chip será capaz de prever as crises epilépticas sem uso de fio, usando uma espécie de rede bluetooth.

“Trazer essa tecnologia de um ambiente médico para a vida cotidiana melhoraria muito a qualidade de vida das pessoas com epilepsia. Haveria um benefício médico para eles e também um benefício psicológico significativo ”, assinalou o professor Magdy Bayoumi, que coordena a pesquisa juntamente com o professor Hisham Daoud, ambos do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da universidade.

Atualmente, as crises epilépticas podem ser previstas com testes de eletroencefalograma (EEG) realizados em hospitais ou clínicas, seguidos de modelagem preditiva, um processo que depende de estatísticas. A tecnologia de inteligência artificial desenvolvida na Universidade de Louisiana conta com testes EEG e modelagem preditiva simultaneamente, resultando em uma detecção mais precoce e precisa de uma crise epiléptica.

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