Covid-19: hospital cria novo teste para uso em larga escala

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Teste criado no hospital Albert Einstein é preciso e pode ser usado para testagem em massa. Foto - Redes sociais
Teste criado no hospital Albert Einstein é preciso e pode ser usado para testagem em massa. Foto - Redes sociais

Uma ótima notícia sobre o coronavírus, que vem de São Paulo, merece ser celebrada. O hospital Albert Einstein desenvolveu um novo teste para diagnóstico da covid-19 que vai permitir a realização simultânea de mais de 1.500 amostras, com alta precisão, passando a ser uma alternativa para a testagem em massa. O método vai estar disponível a partir de junho.

Hoje, o teste mais eficiente que existe no mercado para detectar o vírus é o do tipo RT-PCR, que identifica o material genético do coronavírus. O exame do Einstein, entretanto, que já foi patenteado nos Estados Unidos, e é o primeiro do mundo desse tipo, é capaz de processar 16 vezes mais amostras do que o RT-PCR. Ele deve também ser mais barato do que o seu similar, que hoje custa cerca de R$ 250 nos laboratórios particulares.

Segundo os infectologistas, um dos principais gargalos hoje em relação ao novo coronavírus é o baixo número de testes. Com esse novo exame, a intenção é que ele seja usado na testagem em massa da população, que é considerada uma medida fundamental não somente para o controle da epidemia, mas para ajudar a avaliar o impacto do número de doentes sobre o sistema de saúde e até mesmo para ajudar na retomada das atividades econômicas, em boa parte ainda paralisadas.

Testagem em massa

Entretanto, para as testagens em massa, o que existe no mercado são os exames sorológicos, também conhecidos como testes rápidos – os resultados saem em cerca de 10 minutos. Eles detectam anticorpos produzidos pelo organismo em resposta à infecção e só podem ser observados em média 14 dias após a contaminação.

Mas o problema maior é que esses testes rápidos possuem taxas de 30% de falsos-negativos. Já o teste do Einstein identifica a presença do vírus desde o primeiro dia de infecção, da mesma forma que o RT-PCR, e é bastante preciso. O material para a realização do exame é coletado na região nasal (nariz) ou na saliva.

O teste do Einstein poderá ser adotado por qualquer laboratório público ou privado do país, bem como hospitais públicos e privados, tanto do Brasil como de outros países, desde que adquiram a tecnologia. O resultado do teste fica pronto em três dias.

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