O que colocar na gavetinha de coisas desimportantes?

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Hoje, amanheci pensando aqui com meus botões sobre o que devemos colocar na gavetinha das coisas desimportantes. Não sei como é com vocês, mas tenho uma enorme dificuldade com o desapego.

Aprendi com o Padre Adriano que “coisa” em latim é como “trem” para nós mineiros. O termo serve pra tudo. Pois, então! Na minha gavetinha tem muita coisa acumulada, inclusive mágoa.

Todas elas ficam ali guardadas. Umas são usadas, outras ficam engavetadas até que  são esquecidas. Mas, a questão é que ocupam lugar e dividem espaço com aquilo que realmente pode fazer diferença. Amor, por exemplo.  Criatividade, alegria, sonhos, expectativas também. Ah, quer saber? Com uma infinidade de coisas (ou seria de trens?).

Circula na internet um vídeo de um monge  que nos orienta sobre muitas coisas (olha a palavrinha ai de novo). Uma delas é que vida não pode ser uma continuação de hábitos que nada nos acrescentam e que todos os dias deveríamos decidir sobre o que é mais importante. Aliás, em gestão, seja pública ou privada, aprendemos que para atingir resultados é preciso saber enxergar a diferença entre importante X urgente. Difícillll !

No vídeo somos orientados a pensar a vida como uma canequinha a ser preenchida. Se a gente colocar areia primeiro, nada mais vai caber. No entanto, se a gente começar pelas bolas de gude, na canequinha vai caber uma infinidade de preciosidades. As bolas de gude são as pessoas importantes e as coisas pelas quais somos apaixonados, enquanto a areia representa todas aquelas tarefas que devemos realizar, mas que não contribuem em nada para conosco.

Essa filosofia é a chave para vivermos sem arrependimentos. Quando chegar a hora de olharmos para trás, teremos o privilégio de encontrar uma vida rica em significados.

Bora tomar um café, antes que a gente esqueça tudo isso e encha a nossa canequinha de areia.

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