3 livros de autores portugueses que emocionam

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Bússola indica livros de autores portugueses

A proposta desta coluna é indicar, a cada semana, três livros de um determinado tema. Livros que podem se agrupar em um assunto, uma expressão, uma ideia. E que fujam das listas dos mais vendidos e das resenhas publicadas com frequência em jornais, revistas e blogs.

Nesta semana, indico três livros de autores portugueses que emocionam o leitor ao final.

Fazes-me Falta, de Inês Pedrosa

Inês Pedrosa escreve uma crônica da relação entre um homem e uma mulher, morta precocemente e que inicia o diálogo com seu par. Tomado por imagens e metáforas, “Fazes-me Falta” (Alfaguara) conduz o leitor ao universo dos personagens por uma via que exala sentimentos. Muito bem escrito, escapa de ser um romance feito para chorar. Estamos diante de um tratamento da linguagem raro de se encontrar.

Morreste-me, de José Luís Peixoto

José Luís Peixoto escreve sobre a morte do pai, das últimas horas em um hospital até a despedida. A carga emocional de “Morreste-me” (Dublinense) é grande, com memórias e o vislumbre da vida sem seu pai. O texto é delicado, carrega um pouco de melancolia, mas escapa de ser um relato em que a emoção é a única personagem. Peixoto entrega o fim, mas com tal firmeza na escolha das palavras e no trato da linguagem que a única coisa que nos resta é ler e reler.

A Paixão, de Almeida Faria

O cenário do romance é uma propriedade familiar rural no Alentejo, sul de Portugal. “A Paixão” (Cosac Naify) acontece em um dia, uma Sexta-Feira Santa dos anos 60, quando Portugal vivia sob a ditadura de Salazar. Faria dá voz a cada membro da família, numa sequência de fluxos de consciência que reforçam o tom poético do autor — muitos chamam o livro de romance-poema.

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