O lado bom de pagar contas e limpar o nome no futebol

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Para limpar o nome no futebol, será preciso uma gestão profissional

Nada melhor do que quitar dívidas, deixar seu nome limpo no mercado e, assim, mais tranquilo, poder adquirir outros bens. Essa é uma nova realidade com a qual os clubes brasileiros irão conviver em breve. Como assim? Antes de se perguntar se isso é real, acredite: os endividados terão que zerar as contas para sobreviver onde estão. Eu vou explicar melhor e mostrar o lado bom disso.

Por mais que você, torcedor, sempre queira que seu time contrate todos os craques possíveis, no fundo todos sabem que, se a engenharia financeira for equivocada, seu clube de coração terá uma dívida longa para ser paga, além de problemas infelizmente corriqueiros como ações na Justiça por atraso no pagamento de salários e outros direitos.

Até recentemente, no fundo, poucos levavam a sério o endividamento dos clubes porque, no futebol, a impressão é que dinheiro não vale nada e que ninguém é punido por dar calote em clubes ou jogadores. As dívidas eram roladas para lá e para cá sem qualquer constrangimento. Então, já vou dar uma boa notícia: isso vai acabar.

O Comitê Disciplinar da Fifa, que já havia acenado com mudanças em seu regulamento no primeiro semestre, começou a colocar em prática sanções esportivas para a turma que não gosta de arcar com seus compromissos. Em outras palavras, quem não quitar os valores das transferências de jogadores e atrasar salários, por exemplo, poderá sofrer penas como ser impedido de contratar por determinado período, perder pontos em seu campeonato nacional e até mesmo ser rebaixado. Ah! E esses processos irão correr de forma mais rápida. Não vai ter como enrolar.

Boas gestões

Eu costumo ver o lado bom de notícias como essas, que podem cair como uma bomba no colo dos desavisados. Sim, eu sei que seu clube pode ser punido pela má gestão de uma série de dirigentes. Mas já parou para pensar que agora haverá uma busca cada vez maior por bons gestores, por pessoas que vão saber administrar bem o dinheiro de seu clube de coração?

Além disso, boas gestões podem trazer novos patrocinadores, outras ideias para fontes diferenciadas de renda e, com o caixa fortalecido, aí sim, jogadores melhores. Está acabando a era de aventureiros nas presidências de instituições tão importantes como os clubes do futebol brasileiro.

Problema dividido

Outra notícia importante que chega junto com essa é a que outros elementos podem ser responsabilizados pelos erros. E quais seriam esses elementos? Como a Fifa vai acionar as federações (ou, no caso do Brasil, a confederação) que comanda o futebol local, caso essa não aplique as devidas cobranças e punições, ela será punida.

Trocando em miúdos: assim como será bom para seu clube ter um gestor capaz, também será interessante para a confederação nacional e, consequentemente, as federações estaduais ter gente no comando que saiba como gerenciar esse tipo de crise. Não dá mais para empurrar com a barriga.

E o que pode significar ter um gestor bom e responsável no seu clube, na CBF e nas federações? Significa que o futebol brasileiro pode, enfim, crescer, se modernizar, ter uma liga mais atraente, estádios melhores, mais oportunidade de emprego para jogadores de todas as divisões, um calendário mais organizado e, quem sabe…, a manutenção dos melhores atletas por um tempo cada vez mais longo. Sonhar não custa nada. Na minha opinião, o pontapé inicial foi dado.

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