Alimentação saudável une famílias em comunidade

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Maria Luísa e os filhos Gabriel e Clara só consomem produtos orgânicos produzidos pela CSA Minas - Foto - Divulgação
Maria Luíza e os filhos Gabriel e Clara pegando sua cesta de produtos orgânicos produzidos pela CSA Minas - Foto - Divulgação
Verduras e frutas sem agrotóxico são distribuídos para integrantes do Movimento CSA Minas em frente ao Museu Abílio Barreto. Foto - Divulgação CSA
Verduras e frutas sem agrotóxico são distribuídas para integrantes do Movimento CSA Minas em frente ao Museu Abílio Barreto. Foto – Divulgação CSA

As manhãs de sábado ganham colorido diferente no Museu Histórico Abílio Barreto, na Cidade Jardim, em BH. São mais de 100 famílias que chegam para buscar suas cestas de produtos orgânicos da CSA Minas. Movimento social de economia popular solidária conta com assistência técnica da Emater/MG. Reúne agricultores familiares do município de Sabará e consumidores de alimentos agroecológicos.

Essa animada “tribo” reúne profissionais das mais diversas áreas, com um objetivo em comum: garantir uma boa qualidade de vida consumindo alimentos livres de agrotóxicos. Como Gabriel, de 6  anos, e Clara Luz, de 4, filhos de Maria Luiza Marques Cardoso (foto). Os dois irmãos raramente adoecem. Passam longe de antibióticos.

Luíza faz parte dessa comunidade e deixou de ser uma simples consumidora. É chamada de “coprodutora”. Os coprodutores recebem todos os sábados produtos plantados e colhidos exclusivamente para suas famílias. Eles pagam uma mensalidade que mantém a CSA Minas e financia o trabalho de agricultores familiares agroecológicos.

O nome CSA foi inspirado na sigla Internacional Community Supported Agriculture, ou seja, Comunidade que Sustenta a Agricultura.

A única forma de adquirir os produtos da CSA é participando da comunidade, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição e da mensalidade.

Além do Museu, há outro ponto de retirada de cestas na Pampulha e também a opção de entregas em domicílio. São dois tipos de cestas, a familiar e a individual. Normalmente, a cesta familiar tem cerca de 12 produtos e é suficiente para quatro pessoas, com verduras, legumes e frutas.

Que tal receber toda semana uma cesta com folhas, raízes e frutas da estação, tudo produzido sem agrotóxicos, diretamente do produtor para a sua mesa? Na cesta, há alface, rúcula, couve, agrião, almeirão, brócolis, manjericão, hortelã, hortelã-pimenta, abobrinha, beringela, cenoura, beterraba, nabo, jiló, pimentão. E ainda frutas da época, como banana, limão, mexerica, abacate, manga, acerola, goiaba.

Também compõem as cestas as chamadas PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), como serralha, beldroega, caruru, azedinha, peixinho, ora-pro-nobis, picão.

O projeto está dando tão certo que o agricultor Mateus Siqueira, o primeiro a acreditar na ideia, está se associando a um vizinho para dobrar a área de plantio, com a ajuda dos filhos Keila e Elvis. Mateus realizou o sonho de tirar o filho, ex-caminhoneiro, da estrada para ajudá-lo na horta.

Com o crescimento da demanda, outros pontos de entrega estão sendo estudados, como na Cidade Administrativa e no antigo Mercado Distrital de Santa Teresa.

Cesta entregue aos integrantes do grupo tem cerca de 12 produtos. Foto - Divulgaç;ão CSA
Cesta entregue aos integrantes do grupo tem cerca de 12 produtos. Foto – Divulgaç;ão CSA

Segundo o gestor da CSA Minas, Júlio Bernardes, além de abastecer os coprodutores com alimentos saudáveis, o projeto fortalece a agricultura familiar de base agroecológica e contribui para a preservação do meio ambiente e para reduzir o êxodo rural, inibindo a expansão urbana desordenada.

“É uma relação diferente de consumo, não é uma compra e venda. O coprodutor entende que vai consumir aquilo que foi colhido em determinada época”, explica Júlio Bernardes.

 

 

DIA DE PLANTAR

Numa parceria que não se resume a produzir e a consumir alimentos sem agrotóxicos, os coprodutores podem acompanhar o cultivo em encontros nos sítios, chamados “Dia de Plantar“, quando as famílias dos coprodutores se confraternizam com os agricultores e põem, literalmente, a mão na massa, ajudando no trabalho na horta.

Nessa saudável relação busca-se também manter uma relação de amizade e confiança, com gestão colaborativa, em que riscos e benefícios são divididos entre agricultores e coprodutores, conforme o resultado da colheita: se a colheita for boa, as cestas são mais fartas.

Para participar da CSA Minas

Valor da matrícula

  • Cesta Individual: R$96,00
  • Cesta Familiar: R$180,00

Valor da mensalidade

  • Cesta Individual: R$96,00
  • Cesta Familiar: R$180,00
  • Taxa de entrega em casa: R$ 50,00

Saiba mais:

 https://www.csaminas.com.br/

https://www.facebook.com/csaminasagriculturafamiliar/

 

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