9 mil brasileiros estão cadastrados para testar nova vacina

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Instituto Butantan selecionou 9 mil voluntários que vão receber, em fase de teste, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinova Biotech. Foto - Instituto Butantan
Instituto Butantan selecionou 9 mil voluntários que vão receber, em fase de teste, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinova Biotech. Foto - Instituto Butantan

O Instituto Butantancadastrou os 9 mil voluntários brasileiros que vão receber a vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotec, chamada CoronaVar. Para que os testes comecem, o instituto aguarda apenas o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve sair até o final da semana.

O acordo com o laboratório chinês foi anunciado pelo governo de São Paulo no dia 11 deste mês. Nas fases 1 e 2, a CoronaVac, conforme a empresa Sinovac, demonstrou eficácia de 90%, é segura e não apresentou nenhum efeito colateral severo.

Junto com a vacina que está em desenvolvimento na Universidade de Oxford, o medicamento da chinesa Sinovac é um dos mais promissores do mundo, com boas chances de ser aprovado até o final do ano.

Se os testes da última fase, que será feita nos 9 mil voluntários brasileiros, mostrarem que a CoronaVac é mesmo segura e eficaz, ela será produzida em grande escala pelo Instituto Butantan, com expectativa de que esteja disponível para a população até junho.

Várias vacinas

Segundo especialistas, é possível que, nos próximos meses, o mundo tenha disponível algumas vacinas contra a Covid-19, a doença provocada pelo coronavírus. Se as previsões se confirmarem, a primeira delas talvez seja a que está sendo desenvolvida em Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca. Essa vacina já está sendo testada em brasileiros.

A diretora médica da AstraZeneca no Brasil, Maria Augusta Bernardini, informou que entre outubro e novembro os testes preliminares da vacina já deverão estar liberados.

Pelo acordo feito entre o governo brasileiro, o laboratório e a Universidade de Oxford, a Fiocruz ficará encarregada de produzir a vacina no país. Numa primeira fase, serão 30 milhões de doses, que deverão estar disponíveis em dezembro para serem aplicadas em profissionais de saúde, de segurança e pessoas do grupo de risco.

Posteriormente, se comprovada a eficácia, a Fiocruz vai produzir mais 70 milhões de doses. A presidente da empresa, Nísia Trindade, anunciou, porém, que ela tem capacidade para produzir vacinas para toda a população brasileira.

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