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Paraíba cria respirador para Covid-19 eficiente e barato

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Imagem - Gerd Altmann/ Pixabay
Imagem - Gerd Altmann/ Pixabay

Por Sulamita Esteliam* – A Tal Mineira

Atenção senhores e senhoras investidores e empreendedores: está pronto para ser fabricado um respirador pulmonar capaz de tratar casos graves de Covid-19, com monitoramento remoto. Ou seja, o equipamento evita contágio e tem licença pronta para produção.

E melhor: a R$ 400 a unidade, quando o disponível no mercado é 37 vezes mais caro, ou R$ 14.800. Significa que a universidade pública consegue produzir o equipamento gastando 2,703% do que custa o aparelho mas barato no mercado. Imagina o tamanho da balbúrdia!

A notícia está no portal da UFPB. Os interessados devem entrar em contato com a Inova – Agência UFPB de Inovação Tecnológica, responsável pelo invento, para obter a permissão. O contato é pelo email: inova@reitoria.ufpb.br/.

Respirador pulmonar em com tecnologia touch screen criado pela Inova UFPB ao custo de 2,7% do mercado

A patente está liberada para produção em escala empresarial. Por conta do aumento da demanda por equipamentos desta natureza, em meio à projeções de aumento vertiginoso de casos graves de síndrome respiratória, devido ao contágio pelo coronavírus.

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O ventilador pulmonar desenvolvido na UFPB faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Assim, é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real, remotamente, por meio de aplicativo em dispositivos móveis como smartphones.

A Inova garante que é também de rápida montagem e programação, sendo possível operá-lo em 60 segundos. Outro detalhe é que ele não é apenas um respirador de emergência, pode ser um substituto perfeito para os aparelhos convencionais atualmente disponíveis.

Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e Marcos Alves formam o time de inventores, que levaram 48 horas – pasmem! -, para criar o equipamento. Como se diz aqui no Recife, esses paraibanos tiram onda!

As primeiras imagens do respirador já circulavam nas redes sociais no dia 30 de março. Em 1º de abril, pedido de patente foi redigido. No subsequente, protocolado junto ao INPI –  Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Todavia, produzir e comercializar o respirador pulmonar requer licença da Anvisa – Agência de Vigilância Sanitária. Da mesma forma, antes de ser posto à venda, precisa ser testado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Netrologia, Qualidade e Tecnologia.

No entanto, Petrônio de Athayde Filho, diretor da Inova UFPB, avalia que, em face da urgência devido ao aumento de casos de Covid-19 no país, as tramitações burocráticas e testes poderão ser aceleradas.

Agora é que eu quero ver até onde vai o espírito empreendedor, a ousadia e os senso de oportunidade da brava classe produtiva tupiniquim. E o BNDES, ou o que restou dele, está aí para garantir.

Com Ascom/UFPB

Publicado por A Tal Mineira*

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