A Festa Literária Internacional de Paraty, a tão aclamada FLIP, termina neste domingo, 3 de agosto, deixando um rastro de debates, reflexões e um gostinho de quero mais. Desde o dia 30 de julho, a cidade histórica de Paraty, no Rio de Janeiro, se transformou no epicentro da cultura brasileira, atraindo uma multidão ávida por literatura e diálogo.
O evento deste ano se destacou por sua capacidade de conectar nomes consagrados e novos talentos, resgatando a essência de uma festa que sempre se propôs a ser um ponto de encontro. De acordo com os organizadores, foi registrado um aumento de público da ordem de 10% na comparação com a festa realizada em 2024.
Nesta edição, a programação foi vasta e diversificada. Mesas de debate abordaram temas urgentes, como o papel da inteligência artificial na criação literária e a importância da literatura indígena. Além disso, as homenagens foram um ponto alto. O autor homenageado, o poeta poeta Paulo Leminski, teve sua obra revisitada e celebrada em diversas sessões.
A programação infantil, a Flipinha, também teve grande destaque, garantindo que o amor pelos livros continue a ser transmitido de geração para geração. Por outro lado, a curadoria do evento conseguiu equilibrar a tradição e a modernidade, trazendo discussões que ecoam as preocupações do nosso tempo.
O público participou ativamente. As filas para as sessões principais e para os autógrafos dos autores mostravam o interesse genuíno das pessoas pelo evento. A cidade, já charmosa por natureza, ganhou um novo brilho com a presença de intelectuais, artistas e leitores de todas as idades. Aliás, a FLIP não é apenas uma feira, é um verdadeiro fenômeno cultural que mobiliza a comunidade e transforma o calendário do país.
A participação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que ocorreu ontem, sábado, foi um dos momentos mais marcantes da Flip 2025. Em uma mesa bastante concorrida, Marina foi ovacionada pelo público ao destacar a importância da literatura na formação da consciência ambiental e na defesa da democracia.
Sua fala emocionada sobre justiça climática, povos originários e responsabilidade social provocou aplausos longos e espontâneos, consolidando sua presença como um dos pontos altos do evento. A ministra reforçou que cultura e meio ambiente caminham juntos na construção de um país mais justo e sustentável.
O Último Dia: Despedidas e Novas Reflexões
Hoje, 3 de agosto, o último dia da FLIP, não será menos intenso. A programação de encerramento está repleta de eventos que prometem fechar a festa com chave de ouro. Um dos principais é a Mesa 20 – “Zé Kleber: espalhar poesia”, com Sérgio Vaz e Luís Perequê, mediada por Juliana Borges. Também hoje, último dia, é aguardada a leitura de um texto de encerramento do evento, que não só celebra o legado da festa, mas projeta o futuro da literatura.































