Dia do Vira-lata é momento para estimular adoção

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Dia do Vira-Lata, celebrado hoje, é momento para estimular adoção de animais abandonados
Dia do Vira-Lata, celebrado hoje, é momento para estimular adoção de animais abandonados

Hoje, 31 de julho, é o Dia do Vira-Lata, que foi criado para promover a adoção responsável e o combate ao abandono de cães e gatos sem raça definida (SRD). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Brasil tem cerca de 30 milhões de animais em situação de abandono, sendo aproximadamente 20 milhões de cães, a maioria deles vira-latas. Já Belo Horizonte, uma das maiores cidades do país, tem cerca de 48 mil animais vivendo nas ruas, a maioria também de cães.

O Boas Novas, que apoia as iniciativas de adoção de animais espalhadas Brasil afora, destaca hoje, no Dia do Vira-Lata, uma iniciativa criada em Belo Horizonte. Trata-se do AdotaBH, único site do país que coloca para adoção animais de grande porte, como cavalos e porcos, além, claro, de cães e gatos. Na plataforma, um conjunto de informações sobre os animais que podem ser adotados, como fotos, a idade, o sexo, as condições gerais de saúde, o temperamento e, alguns casos, a possibilidade de que o pet seja visitado antes da decisão final pela adoção.

Orientações para Adotar um Animal

Mas como adverte o próprio site, o ato de adoção exige reflexão. Adotar um pet é uma decisão séria e deve ser feita com planejamento. Além de amor, é necessário ter tempo, espaço, recursos financeiros e responsabilidade. O animal exige cuidados contínuos com alimentação, saúde, higiene e atenção emocional.

Evite adoções por impulso. Animais vivem, em média, 10 anos e precisam de carinho, companhia e uma casa segura. Cães de porte médio ou grande, por exemplo, demandam mais espaço, enquanto gatos se adaptam melhor a ambientes menores.

O tutor deve arcar com gastos com ração, consultas veterinárias, vacinas, castração e banhos. Também é essencial reservar momentos para passeios e brincadeiras, evitando solidão e estresse no animal.

Para espécies como répteis, peixes, aves, suínos ou equinos, é fundamental pesquisar sobre os cuidados específicos e o ambiente necessário. Por óbvio, só pode pensar em adotar um cavalo, por exemplo, quem tem muito bastante espaço, como um sítio. Outro detalhe: o cavalo não pode ser usado para trabalhos de tração, como numa charrete ou para puxar um arado. Portanto, adotar é um ato de amor, mas deve ser feito com consciência e compromisso.

“Somos Todos Vira-Latas”

No dia de hoje, é importante também lembrar a campanha nacional “Somos Todos Vira-Latas”, que foi lançada em 2014 com a mensagem de que “ninguém tem raça definida”. Criada por João Vicente de Castro e produzida pela LIVEAD e Parakino Filmes, ela reuniu diversos artistas em prol da causa. Celebridades como Sabrina Sato, Bruno Gagliasso, Cleo Pires, Paolla Oliveira e Giovanna Ewbank apareceram em vídeos e fotos ao lado de animais resgatados.

A mensagem “ninguém tem raça definida” reforçava que a diversidade genética, tanto em humanos quanto em animais, é um valor, não um defeito. O vídeo principal foi veiculado em salas de cinema e alcançou milhões de pessoas nas redes sociais.

Além disso, a campanha gerou um calendário fotográfico assinado pelo prestigiado Bob Wolfenson, produtos com a identidade visual da causa (como camisetas e acessórios) e arrecadação de fundos para ações diretas em prol dos animais.

Adoção responsável transforma vidas

Adotar um vira-lata é um ato de amor e responsabilidade. Muitos desses animais são inteligentes, afetuosos e extremamente leais. Além disso, a maioria já está vacinada e castrada por meio de programas gratuitos oferecidos por ONGs e prefeituras.

Ainda assim, o preconceito persiste. Não raro, o tutor ainda prefere raças puras, ignorando o enorme potencial dos SRDs. Por isso, campanhas como “Somos Todos Vira-Latas” são tão importantes. Elas desafiam padrões estéticos e mostram que o valor de um animal está em sua história, não na sua raça.

Neste Dia do Vira-Lata, vale refletir sobre a responsabilidade que temos com os animais. Adoção é mais do que uma boa ação — é um compromisso de longo prazo. A campanha da Ampara Animal e iniciativas como o Adota BH demonstram que é possível mudar realidades com informação, empatia e ação concreta. Afinal, não “somos todos vira-latas”?

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