Tecido para carros vai evitar contágio pelo coronavírus

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Pixabay
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A Rhodia do Brasil, empresa do setor químico, criou um fio de poliamida antiviral, que é capaz de bloquear a contaminação e a proliferação de vírus, como o coronavírus, além de bactérias, que pode ser aplicado na confecção de tecidos. O novo material, que tem várias aplicações, começará a ser usado em carros de passeio.

De acordo com a empresa, se o tecido feito com o fio, batizado de
Amni® Virus-Bac OFF, receber o vírus (por toque de mãos ou espirros, por exemplo), ele se torna inativo e perde a capacidade de contágio. Seu efeito é permanente, ou seja, não perde a capacidade após lavagens.

No próximo mês, capas protetoras para bancos de veículos com o novo fio chegarão a algumas concessionárias de veículos do Brasil. Elas serão fabricadas pela Chroma-Líquido Tecidos Tecnológicos, que ficará encarregada de fornecer o novo material para o setor automotivo, aéreo e transporte público.

Segundo Luís Gustavo de Crescenzo, diretor da Chroma-Líquido, cinco montadoras já pediram estudos para uso do tecido nos bancos na fase da produção dos carros. Dois aeroportos de São Paulo e Mato Grosso do Sul também pediram o material para encapar bancos de espera e balcões de check-in.

Ainda conforme Crescenzo, uma grande rede de varejo encomendou tecidos para forrar as alças dos carrinhos de compras e tapetes para colocar nos caixas e nos balcões de atendimento, como os de setores de frios e carnes.

Uso em roupas

O diretor da empresa ressalta, entretanto, que o fio Amni tem um leque enorme de aplicações. O material pode ser aplicado em camisetas, roupas para ginástica, máscaras, uniformes escolares, tapetes, assentos do metrô e de aviões. “Nos ônibus, por exemplo, além dos assentos é possível forrar as barras de apoio e o usuário só terá contato com áreas protegidas”, assinala Crescenzo.

O vice-presidente de Poliamida e Fibras da Rhodia, Renato Boaventura, faz questão de assinalar, porém, que o novo fio é somente mais uma arma contra o coronavírus. “O fio não é um escudo contra o coronavírus, mas algo adicional no seu combate para trazer mais segurança aos usuários, e não substitui os cuidados orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)“, ressalta Boaventura.

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