Movimento de alunos vira luz na UFMG

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Imagem - Pixabay
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Movimento dos estudantes da UFMG está virando energia elétrica. A novidade vem de um grupo da Escola de Engenharia, que desenvolveu um piso especial capaz de transformar os passos dados nos Restaurantes Universitários (RUs) em eletricidade.

A tecnologia foi criada a partir do conceito de “colheita de energia”, no qual o movimento humano é convertido em energia limpa. O projeto é coordenado pelo professor Antônio Ávila, do Laboratório de Mecânica de Compostos. Segundo ele, o objetivo é aproveitar a circulação de milhares de pessoas nos restaurantes da universidade para produzir eletricidade de forma sustentável.

Inicialmente, o experimento começou com um microgerador instalado em palmilhas de tênis, com a proposta de carregar celulares enquanto o usuário caminhava. No entanto, a ideia evoluiu. Agora, o foco é o piso por onde os estudantes passam ao entrar e sair dos restaurantes.

Esse novo piso foi projetado com microgeradores piezoelétricos, produzidos em impressoras 3D da própria UFMG. Quando alguém pisa no chão, o sistema é comprimido e gera eletricidade. A diferença para tecnologias semelhantes está no formato da compressão, que utiliza uma metaestrutura criada pelo grupo. Com isso, o aproveitamento do movimento é maior.

Protótipo simula os circuitos elétricos em uma placa que é instalada no piso da entrada e da saída dos restaurantes. Foto: Jebs Lima- UFMG

Ideia é reduzir os custos com iluminação.

Para os primeiros testes, será instalada uma rede com dezenas de pastilhas piezoelétricas. Elas ficarão posicionadas nas entradas e saídas dos restaurantes. A energia gerada deverá ser usada, inicialmente, para reduzir os custos com iluminação.

Entretanto, o potencial vai além. A energia poderá ser armazenada em baterias, como já ocorre com os painéis fotovoltaicos do campus Pampulha. Com essa integração, outras aplicações seriam possíveis, como o abastecimento de sensores nas bibliotecas da universidade.

O projeto também conta com a participação do professor Antônio Maia, do Laboratório de Automação e Controle, e é financiado pelo CNPq. Ele faz parte do programa UFMG Sustentável, que promove iniciativas ecológicas dentro e fora da universidade.

O custo do sistema é outro diferencial. Cada pastilha custa cerca de R$ 1, valor muito inferior aos praticados no mercado internacional. Enquanto empresas cobram até US$ 800 por metro quadrado de piso piezoelétrico, o modelo da UFMG pode ser fabricado internamente, com baixo custo e alta eficiência.

Em outros lugares do mundo, a ideia já foi testada com sucesso. Na Maratona de Paris, por exemplo, a energia gerada pelos corredores alimentou um quarteirão inteiro por uma semana.

De acordo com os pesquisadores, locais como metrôs, estações e centros comerciais também poderiam se beneficiar da tecnologia. Assim, a energia gerada por pedestres poderia ajudar a iluminar espaços públicos, reduzindo gastos e promovendo sustentabilidade urbana.

“O que criamos aqui pode ser replicado fora da UFMG, levando inovação e economia para a sociedade”, afirma o professor Ávila.

Com informações do jornal da UFMG

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